
Saiba tudo sobre o Enem 2009
1.
Qual a principal diferença entre o Enem tradicional e o novo Enem?
Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares,
sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e sem a
possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. A proposta é
reformular o Enem para que o exame possa ser comparável no tempo e aborde
diretamente o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos
de provas diferentes em cada processo seletivo, além de redação. O novo exame
será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento:
linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas
e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e
suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por até 50 itens de múltipla
escolha, aplicados em dois dias.
2.
Por que mudar o Enem?
A grande vantagem que o MEC está buscando com o novo Enem é a reformulação
do currículo do ensino médio. O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos
insalubres sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado
para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio
outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas. Outra
vantagem de um exame unificado é promover a mobilidade dos alunos pelo País.
Centralizar os exames seletivos é mais uma forma de democratizar o acesso a
todas as universidades.
3.
Por que fazer o Enem 2009?
A média de desempenho obtida no Enem será imprescindível para pleitear uma
vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o exame como ferramenta
de seleção, de maneira integral ou parcial. Além disso, o Enem continua a
servir como referência para uma auto-avaliação sobre o ensino médio e
qualidade do ensino, e sua nota continuará a ser critério de seleção de
bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni).
4. Quem poderá participar do Enem 2009?
O Enem é voluntário, e podem participar alunos que concluem o ensino médio em
2009 ou aqueles que concluíram em anos anteriores.
5. É recomendável aos alunos que ainda não
vão concluir o ensino médio neste ano fazer o Enem 2009?
Não. O Enem foi criado especificamente para os estudantes que estão no último
ano ou que já concluíram o ensino médio. O Ministério da Educação
aconselha que os alunos prestem o exame no período mais adequado, que é o ano
de conclusão desse nível de ensino. Alunos de outras séries sempre terão
oportunidade de se preparar para a prova analisando as edições anteriores do
exame, que ficarão disponíveis na página do Inep/MEC imediatamente após sua
aplicação.
6. Como serão as inscrições para o Enem
2009?
A logística de inscrições para o Enem 2009 ainda não está definida. A
proposta inicial para o período de inscrições é de 15 de junho a 17 de
julho.
7. Qual a taxa para inscrição no Enem 2009?
Alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas se inscrevem ao Enem
gratuitamente. Também são isentos de pagar taxa estudantes carentes da rede
privada e estudantes que finalizaram os estudos em anos anteriores, desde que
declarem situação de carência. Nas demais situações, o valor da taxa de
inscrição é 35 reais, como no ano passado.
8. Qual o cronograma do Enem 2009?
As datas inicialmente previstas são:
Inscrições: 15 de junho a 17 de julho
Realização da prova: 3 e 4 de outubro de 2009
Divulgação dos resultados das quatro provas de múltipla escolha: 4 de
dezembro de 2009
Divulgação do resultado final, incluindo a redação: 8 de janeiro de 2010
9. Quem vai elaborar a nova prova do Enem
2009?
As provas do Enem sempre são elaboradas por especialistas do Inep, e assim também
será em 2009. A elaboração exige domínio da tecnologia em avaliação
educacional empregada, que é especializada e complexa, e na qual o Inep possui
experiência de mais de dez anos – Teoria da Resposta ao Item (TRI). As
diretrizes dessa prova – isto é, objetivos, conteúdos, enfim, o desenho –
é que serão definidas pelo Comitê de Governança.
10. O que é o Comitê de Governança e
quais suas atribuições no novo Enem?
A pedido da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de
Ensino Superior (Andifes), foi criado um Comitê de Governança. O Comitê tem
entre suas responsabilidades discutir e acompanhar a elaboração do novo Enem e
seu impacto no currículo do ensino médio. Fazem parte do Comitê de Governança
representantes do Inep, do Ministério da Educação, da Andifes e do Conselho
Nacional de Secretários de Educação (Consed). As principais dúvidas e sugestões
sobre o Novo Enem estão sendo estudadas em reuniões desse Comitê.
11. Como será a prova?
O novo exame será composto por testes em quatro áreas de conhecimento:
linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas
e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e
suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por no máximo 50 itens de
múltipla escolha, aplicados em dois dias. O Inep/MEC já divulgou o conjunto de
habilidades exigidas em cada área de conhecimento e os conteúdos específicos
do currículo associados a elas. Veja
aqui.
12. Qual será o tempo de duração das
provas?
A proposta inicial é de até duas horas e meia para a realização das provas
objetivas de cada área, e uma hora e meia para a redação.
13. As disciplinas abordadas pela prova do
Enem terão pesos diferentes?
A prova do Enem trará quatro notas diferentes, uma para cada área do
conhecimento avaliada. Não haverá diferenciação dos pesos. O que pode
ocorrer é que, nos processos seletivos, as instituições utilizem pesos
diferenciados entre as áreas para classificar os candidatos, de acordo com os
cursos pleiteados.
14. As questões da prova terão pesos
diferentes?
A nova prova do Enem será estruturada na metodologia da Teoria da Resposta ao
Item (TRI), que garante a comparabilidade das notas entre diferentes edições a
partir da calibração do grau de dificuldade das questões. Dessa forma,
diferentemente dos anos anteriores, as questões da prova do Enem serão
distribuídas em graus diferenciados de complexidade. Isso significa que, no cálculo
final da nota em cada área, as questões mais difíceis valem mais que as questões
menos complexas.
15. Haverá questões regionais na prova do
Enem?
Não. Nenhum exame do Inep/MEC contempla questões regionais. Todas as avaliações,
como a Prova Brasil / Saeb, Enem etc., têm caráter nacional e devem garantir
iguais condições de participação entre estudantes de qualquer lugar do País.
Conteúdos regionais poderiam prejudicar estudantes entre as regiões diversas.
16. O Enem sempre foi uma avaliação
diferenciada por priorizar a interpretação dos alunos em vez da chamada
"decoreba". Essa característica será mantida?
Sim. A prova do Enem se diferencia das demais por ser estruturada em
habilidades, incentivando o raciocínio e trazendo questões que medem o
conhecimento dos alunos por meio de enfoque interdisciplinar. A nova prova vai
manter essa característica, agregando às habilidades medidas um conjunto de
conteúdos formais mais diretamente relacionado ao que é ministrado no ensino médio.
Mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem do estudante a
aplicação prática do conhecimento, e não a mera memorização de informações.
17. Uma pessoa que não for bem no Enem 2009
terá a chance de fazer outra prova e melhorar a sua nota?
Sim, o aluno pode fazer o Enem quantas vezes quiser, mesmo que tenha concluído
o ensino médio já há alguns anos.
18. Haverá mais de uma edição do Enem por
ano?
A proposta inicial é a de que o Enem seja oferecido duas vezes por ano. O Enem
2009 será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, e uma nova edição deverá ser
aplicada em março ou abril de 2010.
19. Como estudar para o novo Enem? Alunos
que já estão se preparando para o vestibular tradicional serão prejudicados?
O novo Enem é estruturado levando em conta os conteúdos ministrados no ensino
médio. A inovação é na forma de abordagem desses conteúdos, com foco no
conjunto de habilidades que o aluno deve ter ao final do ensino médio, e não
na mera acumulação de fórmulas e informações desvinculadas da aplicação.
Ou seja, uma prova que valorize mais o raciocínio e não a chamada
“decoreba”. Portanto, quem vem se preparando para uma prova tradicional de
seleção e para o antigo Enem está preparado para o novo Enem.
20. A nova prova do Enem vai trazer questões
sobre língua estrangeira?
O Comitê de Governança definiu que o Enem 2009 não trará questões de língua
estrangeira. A partir da próxima edição da prova isso será abordado, e já
consta da matriz de habilidades e conteúdos associados do Enem 2009.
21. O Inep/MEC vai disponibilizar um
simulado com questões do novo Enem?
Sim. A previsão é que sejam disponibilizadas questões-modelo do novo Enem
antes da aplicação da prova, em data a ser definida.
22. O Inep/MEC continuará a divulgar os
resultados do Enem por escola?
Sim. Não está prevista nenhuma alteração na divulgação dos resultados dos
alunos no Enem por escola.
23. Para fazer o Enem o interessado já deve
ter decidido o curso ou instituição onde pretende prestar o vestibular?
Não. As inscrições para o novo Enem devem começar já em junho, e a prova
será realizada em outubro. Os processos seletivos das instituições de ensino
superior só devem iniciar-se em meados de dezembro. Na inscrição para o
processo seletivo é que o aluno decide a qual curso quer concorrer.
O Sistema de Seleção Unificada
1. Como será o sistema de seleção
unificada?
O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou
instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem como única
forma de ingresso. As instituições que optarem utilizar o Enem como única
avaliação para selecionar os ingressantes participarão de um Sistema de Seleção
Unificada, informatizado e online. Nesse sistema, as universidades informarão
quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma
das grandes áreas do conhecimento terá na nota final do aluno – linguagens,
códigos e suas tecnologias (incluindo redação e língua estrangeira); ciências
humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemática
e suas tecnologias. O aluno que participou do Enem 2009 se inscreve no sistema,
que calculará sua nota final, já com os pesos estabelecidos, e o aluno poderá
simular inscrição em até cinco cursos ou instituições, durante todo o período
em que o sistema ficar disponível na Internet. Caso a universidade decida
utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota do Enem agregada à nota de um
vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de
inscrição e participação em seus editais. O Sistema de Seleção Unificada só
será utilizado pelas instituições que escolherem o Enem como única forma de
seleção.
2. A universidade que optar pelo Enem apenas
na primeira fase da seleção pode participar do sistema de vestibular
unificado?
Não. O Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online, será aberto
apenas às instituições/cursos que optarem por usar o Enem como fase única ou
para preencher as vagas remanescentes ao fim da sua seleção.
3. Todas as instituições federais utilizarão
o novo Enem como forma de seleção?
A expectativa do MEC é que todas instituições federais adotem de alguma forma
o novo Enem como seleção. Esse processo está sendo construído em parceria
pelo Ministério da Educação, universidades, comunidade acadêmica e os
gestores estaduais, sempre levando em conta a autonomia das universidades e das
redes. O Comitê de Governança do novo Enem definiu o prazo de três anos para
a consolidação do processo de seleção unificada. Nesse período, as instituições
poderão compatibilizar o novo formato de seleção com as políticas
afirmativas já adotadas pelas universidades e com outras modalidades de seleção.
São quatro as possibilidades de se utilizar a nota do Enem: como fase única;
como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o
vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último
caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para
a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada IES
divulgará em seus editais em qual formato participará em cada curso. O Comitê
também definiu que, durante o período de implementação do sistema, um grupo
de pesquisa constituído pelo Inep monitorará a migração das instituições
federais de ensino superior para o novo processo seletivo. A proposta é avaliar
as mudanças ocasionadas pelo novo método de ingresso dos alunos e, nos casos
em que for necessário, propor adequações e aperfeiçoamentos ao sistema.
4. As Universidades são obrigadas a
utilizar o novo Enem de alguma forma?
Não. As universidades têm total autonomia para escolher qual é a ferramenta
de seleção para acesso a seus cursos.
5. Tecnicamente, as mudanças na prova do
Enem garantirão a comparabilidade das notas entre diferentes edições. Por
quanto tempo valerá a nota do aluno para concorrer a uma vaga nos processos
seletivos?
Essa é uma decisão ainda pendente, a ser tomada em conjunto com o Comitê de Governança.
6. Qual é o prazo final para as universidades federais decidirem se vão aderir ao novo Enem para os processos seletivos do ano de 2009?
O MEC anuncia até o fim deste mês quais as universidades federais adotarão o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso. As universidades que utilizarão o exame como fase única de seleção deverão se manifestar até o dia 20 de maio. Essa data foi estabelecida pelo Comitê de Governança. Vencido o prazo, será realizada uma reunião entre os reitores dessas universidades e o Comitê, para o aperfeiçoamento das regras do Sistema de Seleção Unificada.
7.
Quem já terminou o ensino médio há muito tempo pode fazer o Enem e
participar do vestibular unificado?
Sim, o Enem continua sendo uma prova voluntária, aberta a todos os concluintes
ou egresso do Ensino Médio.
8. Após o resultado do Enem, o vestibulando pode mudar a opção de curso?
Em qualquer uma das quatro possibilidades de se usar o Novo Enem como ferramenta de seleção para as universidades, o candidato só escolherá o curso depois do resultado do Enem.
9.
Por que aplicar o novo modelo em 2009, já que algumas instituições já haviam
inclusive elaborado o edital relativo ao próximo vestibular?
O MEC trata a implantação do novo Enem como uma ação educacional prioritária,
por isso programou a realização do exame para o segundo semestre deste ano. As
mudanças ocorrerão de forma gradativa e as instituições foram convidadas
para participar da elaboração do novo sistema, inclusive, compondo o Comitê
de Governança, instância decisória em relação à nova prova. E embora o
novo Enem seja aplicado ainda este ano, as instituições terão tempo hábil
para optar pela forma de adesão, parcial ou integral, sem que haja maiores
prejuízos.
Fonte: www.inem.gov.br